nas aulas as palavras entravam e saíam de mim, sem pousar. a cabeça nas nuvens, outras viagens, pensando no inconfessável objeto fantasiado. também pensei que a psicanálise não me serve como prática, mas é tão poética… e o que é fantasiado me serve pelo mesmo motivo, porque para a vida existente não me serve nem jamais me serviria. para realidade eu tenho o objeto real, supridor de faltas, mais puro dos amores.



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